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Psicodrama: Movimento por uma Civilização Empática

Associação Paranaense de Psicodrama escolhe a EMPATIA como tema anual para pautar suas atividades e ações sociais nos anos 2019/2020




* Matéria Especial em Celebração aos 30 anos de Jornada Paranaense de Psicodrama

| Caroline Bond - Uhbzurv


#artistapraconhecer > Laura Bohill




Considerado como segundo pilar da inteligência emocional, sendo o primeiro a autoconsciência, a EMPATIA é : a capacidade de construir relacionamentos sociais, criar vínculos e viver de forma saudável em comunhão com os demais.

Em seu artigo para Harvard Business Review, em julho de 2018, Daniel Goleman, pesquisador, escritor, psicólogo e jornalista científico, considerado o pai da inteligência emocional, é categórico ao afirmar que


"Quanto mais distraídos estivermos, menos poderemos cultivar as formas mais sutis de empatia e compaixão".


Ou seja, é preciso"foco no foco" e exercício diário. Ser empático também pode ser uma questão de escolha, de disciplina, de se ter uma meta, um propósito. Ser empático, é aprender a ser líder, seu próprio líder, em primeiro lugar. Por isso, Goleman aponta a empatia como uma capacidade que pode ser desenvolvida.



Um indivíduo como agente terapêutico do outro

Empatia + Psicodrama = O Encontro + Empatia Mútua


#artistapraconhecer > Penelope Dullaghan




A Religião do Encontro



Como um dos fundadores de um movimento chamado Religião do Encontro, entre 1908 e 1914 , Jacob Levy Moreno, pai do Psicodrama, percebeu em suas experiências no campo social que um indivíduo poderia vir a ser 'um agente terapêutico para o outro', vislumbrando assim, as mais significativas potencialidades de um trabalho com grupos/comunidades.




A Casa do Encontro



Durante essa época, Moreno e alguns seguidores que compartilhavam seus ideais, criaram a Casa do Encontro, local que abrigava refugiados que transitavam por Viena em busca de um novo lar nas Américas, ou em Eretz Israel, nos anos tumultuados precedentes à Primeira Guerra Mundial.


A casa do encontro era o local onde as pessoas recebiam todo apoio pelo tempo que fosse necessário. Sessões de “grupos de encontro” em que eram discutidos os problemas e desfeitos os ressentimentos aconteciam todas as noites, e após o compartilhar de sentimentos, as pessoas celebravam os vínculos criados, as experiências e lições de vida com muita arte, dança e cantoria.

As reuniões na Casa serviram de modelo de grupos de encontro que se espalharam mais tarde pelo mundo. Moreno então estendeu este método de "terapia" a grupos problemáticos da sociedade, como o das prostitutas, pelo qual elas puderam ajudar-se mutuamente, conseguir advogados para defendê-las e médicos para as tratar.


“As palavras do pai”, livro publicado em 1920, é considerado uma das obras morenianas mais fascinantes pela abordagem das filosofias da cocriatividade e da corresponsabilidade.


Empatia mútua




Para J.L, Encontro é um conceito em si, único e insubstituível, vive no 'aqui e agora'.

Diferente daquilo que psicanalistas chamam de "transferência", e psicólogos chamam de 'empatia', o Encontro" Move-se do Eu para o Tu e do TU para o Eu. Ele é 'sentir a dois', Tele.



"Quando J.L escreveu sobre os sentimentos recíprocos que os indivíduos podem ter uns pelos outros, desenvolveu o conceito de "tele", uma espécie de empatia mútua que nos permite entrar no mundo privado de outra pessoa. (....) um autêntico "sentir-se" na psique de outra pessoa". ( Impromptu Man, página 139)



Tele é uma dupla empatia, ao contrário de empatia simples.

É uma empatia recíproca, considerado como fundamento de todas as relações interpessoais sadias.



A tele é conceito social, opera no plano social; a transferência e a empatia são conceitos psicológicos, operam no plano individual


( Quem sobreviverá? v.2,p182 / Fundamentos de la Sociometria,p.213/

Who Shall Survive?., p.316)



Um encontro de dois: olhos nos olhos, face a face

E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos

E colocá-los-ei no lugar dos meus;

E arrancarei meus olhos

Para colocá-los no lugar dos teus;

Então ver-te-ei com os teus olhos

E tu ver-me-ás com os meus.

( J.L.Moreno )



Empatia + Redes Sociais

O pai do Psicodrama e o pioneirismo da moderna análise de redes sociais





A cada dia que passa, fica mais evidente a urgência em despertar a capacidade que vincula as pessoas, e as permite criar conexões socioafetivas saudáveis.


Em seu livro IMPROMPTU MAN - J.L Moreno e as origens do Psicodrama, da Cultura do Encontro e das Redes Sociais - Jonhathan D. Moreno, filho de Jacob Levy Moreno, pai do Psicodrama, retrata o poder das redes sociais como imenso e potente.


O conceito de rede social trazido por J.L. a década de 30 aponta a experiência humana como 'interpessoal', ou seja, aquela velha história de que ninguém nasceu pra viver sozinho. Essa definição pautou a criação da Ciência da Sociometria, a medição das relações de pequenos grupos. Com isso, J.L. foi reconhecido como percursor da moderna Análise de Redes Sociais, e o primeiro a desenhar mapas das relações de grupos, denominados por ele de Sociogramas.



Antes de Moreno, as pessoas falavam de teias de conexões, tecido social, e redes de relacionamentos, mas ninguém havia tentado representar graficamente, medir e trabalhar as relações humanas com o intuito de pesquisa e tratamento de grupos.



Senso de comunidade


Atualmente a tarefa de mapear uma rede social é realizada com softwares e demais tecnologias que facilitam a análise de dados, já na década de 1930, o trabalho era feito à mão. Os sociogramas de J.L. apresentavam dados de comunidades inteiras, desde a previsão do grau de harmonia em cada casa, até mesmo o percentual de atrações e repulsas dentro de cada 'grupo moradia', como foi o caso do sociograma da comunidade de Hudson, Nova York, em 1923, na escola New York State Training School for Girls, um "reformatório" de caráter punitivo, que foi transformado por Moreno em um centro de reabilitação.


Para J.L., a solução de um problema pode ser exponencialmente construída semelhante à forma como os sistemas de informação podem crescer. Com isso, a compreensão da estrutura de uma rede social particular, pode ajudar na construção do senso de comunidade entre as pessoas.





Psicodrama: Movimento por uma Civilização Empática

30 anos de Jornada Paranaense de Psicodrama


Em celebração ao 30º ano do principal evento da área no Paraná, o tema da Jornada de 2019 traz à luz da sociedade o Psicodrama como um Movimento que trabalha pelo fortalecimento e o despertar de uma Civilização Empática.






Durante os 29 anos de encontro, milhares de pessoas já foram impactadas, direta e indiretamente, permitindo que a organização pudesse colocar em prática sua missão:





propiciar o ensino e o debate científico acerca do Projeto Socionômico (Psicodrama) de J.L, projeto que propõe a terapêutica das Relações Sociais e com isto, a transformação do ser humano aberto para propostas de relacionamentos mais verdadeiras e saudáveis, juntamente com a participação da comunidade e demais meios científicos, educacionais, sociais e culturais.





São dois dias de encontro reunindo alguns dos psicodramatistas mais renomados da área.

Um momento que propicia a reflexão sobre a importância de compreendermos que




vínculos e conexões são instrumentos facilitadores e determinantes de transformação, sendo que a espontaneidade e a criatividade fundamentam todo e qualquer trabalho que tem como proposta o desenvolvimento e a evolução do ser humano em suas relações sociais.





Ao abordar o Psicodrama como um Movimento que busca o despertar dessa vontade e energia empática nas pessoas,



é possível fazer um paralelo entre diversos estudos, conceitos, e práticas que começaram a surgir e se fortalecer mundo afora: #Cidadesparapessoas, #CidadesSensíveis, #CidadesInteligentes, até o imenso impacto social das #novaseconomias: #economiasolidária, #economiacircular, #economiacolaborativa, #economiacriativa...


Todas essas iniciativas buscam dar esse 'estalo', acordando o #sensodecomunidade, o #sensodepertencimento, de trocas visíveis e equilibradas e de sentimentos compartilhados entre as pessoas.


Para que haja um equilíbrio social, uma vida em sociedade plena e justa, é preciso incentivar práticas de desenvolvimento humano, tanto em termos de inteligência emocional, quanto de inteligência social, necessidades que ambos J.L. Moreno e Daniel Goldeman,entre tantos outros, caracterizam como essenciais para um desenvolvimento humano saudável e sustentável, onde um cuida do outro, e todos cuidam do todo.



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Veja como foi a Jornada 2018 aqui.


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* Pra saber mais sobre Empatia >>>


Empatia X Simpatia

Empatia = Conexão

Animação da pesquisa da Dra. Brené Brown ( USA )


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